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Austrália vence em Sassnitz, abre 14 pontos no SailGP e vê a França bater o recorde de velocidade do circuito

Tom Slingsby conquistou a quinta vitória da temporada em uma final decidida em ritmo de caminhada, com quatro campeões olímpicos ao leme. No sábado, o F50 francês cravou 107,63 km/h, marca inédita na liga.

Austrália vence em Sassnitz, abre 14 pontos no SailGP e vê a França bater o recorde de velocidade do circuito
Foto: Foto: divulgação SailGP

O Rockwool Germany Sail Grand Prix, disputado em 22 e 23 de agosto em Sassnitz, na ilha de Rügen, entregou duas histórias em dois dias muito diferentes entre si. No sábado, vento forte e um recorde de velocidade que ninguém esperava ver tão cedo. No domingo, chuva, vento instável e uma final resolvida praticamente na deriva.

No fim, a BONDS Flying Roos venceu, e o campeonato ficou mais desequilibrado.

O recorde francês

A marca do fim de semana não pertence a quem levantou o troféu.

Na última regata do sábado, a DS Automobiles Team France, de Quentin Delapierre, cravou 107,63 km/h, aproximadamente 58 nós, e estabeleceu o novo recorde de velocidade do SailGP. A marca anterior, de 103,93 km/h, pertencia à dinamarquesa Rockwool Racing e havia sido feita na mesma raia do Báltico no ano passado.

Não é coincidência que os dois recordes tenham saído de Sassnitz. A combinação de água relativamente protegida pela ilha e vento forte e constante cria justamente o cenário em que o F50 consegue sustentar velocidade máxima por tempo suficiente para registrá-la.

O domingo foi outro campeonato

O segundo dia inverteu tudo. Chuva forte e rajadas irregulares na casa dos 40 km/h transformaram a raia em um exercício de leitura de vento, e não de velocidade.

Quem melhor interpretou as condições foi a equipe da casa. A Alemanha, apresentada pelo Deutsche Bank, venceu a quarta regata com folga incomum na liga, cruzando cerca de 600 metros à frente da canadense NorthStar, e emendou uma segunda vitória no dia.

"Tivemos, digamos, uma largada não muito favorável, mas vimos o vento chegando e tivemos sorte de que todos do outro lado estavam caindo completamente dos foils. Então tivemos uma regata relativamente fácil, apenas nos mantendo sobre os foils, o que foi um momento agradável para nós e para o público da casa", disse o timoneiro alemão Erik Kosegarten-Heil.

Nas classificatórias, o Grupo B chegou à última perna com as quatro primeiras equipes separadas por um único ponto. Um cruzamento triplo entre Austrália, Canadá e Suécia reorganizou a disputa: a NorthStar assumiu a ponta, a Austrália caiu para segundo e a Artemis Racing terminou em quinto, perdendo a vaga na final.

"Foi um dia um pouco frustrante para nós. Conseguimos algumas boas posições na frente, mas acabamos perdendo a vitória na última regata. Tentamos uma ultrapassagem na perna de contravento, ambos fomos para a direita e perdemos algumas posições", afirmou o timoneiro sueco Nathan Outteridge.

Mesmo fora da final, a Artemis subiu no pódio da classificação geral da temporada.

Uma final sem vento e sem foils

A decisão reuniu quatro campeões olímpicos no leme, e acabou definida no oposto do que o SailGP costuma vender. O vento caiu, os barcos desceram dos foils e a chegada virou um arrastão em ritmo de caminhada.

A Austrália aproveitou a largada, contornou a primeira marca à frente de NorthStar e Nova Zelândia, e construiu vantagem na quinta perna, quando a maioria já lutava para se manter voando. Los Gallos, que contornou a primeira marca em último, chegou a recuperar até o segundo lugar, mas não alcançou os australianos.

Atrás, Black Foils, NorthStar e Los Gallos cruzaram praticamente juntos, todos sem foils. A Nova Zelândia levou penalidade por não manter distância dos espanhóis e caiu para quarto. A NorthStar ficou com o segundo lugar e a Espanha, com o terceiro.

"Com certeza tivemos que batalhar bastante. Tivemos uma enorme sensação de déjà vu quando o vento começou a diminuir, porque na primeira regata fomos do primeiro ao último lugar. Mas aprendemos muito naquela regata sobre como fazer o barco atingir o máximo desempenho e encontrar o vento rapidamente", disse Tom Slingsby.

Do outro lado, a frustração neozelandesa. "Quando sua pior regata do evento é a última, definitivamente dói", resumiu Peter Burling, que fazia a primeira final da equipe na temporada.

Pódio e situação do campeonato

Posição em SassnitzEquipe
BONDS Flying Roos, Austrália
NorthStar SailGP Team, Canadá
Los Gallos, Espanha
Black Foils, Nova Zelândia

Foi a quinta vitória australiana em 2026, e a diferença na liderança do Rolex SailGP Championship subiu para 14 pontos.

O fim de semana foi ruim para os atuais campeões. A Emirates GBR, de Dylan Fletcher, terminou a etapa em nono e aparece na temporada empatada em pontos com os Estados Unidos, a 30 pontos da Austrália. O Mubadala Brazil SailGP Team, de Martine Grael, fechou a etapa em 13º.

Com nove das treze etapas cumpridas, restam quatro eventos para alguém tentar alcançar os australianos.

"O momento é algo poderoso. Você tem altos e baixos ao longo do ano, e quando entra numa fase ruim, se pergunta onde isso vai parar. Estamos muito animados para participar de três eventos seguidos com bastante embalo", afirmou Slingsby.

O evento alemão reuniu quase 15 mil espectadores nos dois dias.

Próxima etapa

Spain Sail Grand Prix, Valência
LocalPorto de Valência, Espanha
Datas5 e 6 de setembro de 2026
Etapadécima do circuito da temporada 2026
Estreiaprimeira vez do SailGP na cidade

Por: Redação Mundo Mar

Foto: Foto: divulgação SailGP

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