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Mubadala Brazil fecha o GP da Alemanha em 13º e vira a chave para a estreia do SailGP em Valência

Em Sassnitz, no mar Báltico, a frota de 13 catamarãs F50 foi dividida em dois grupos e o time de Martine Grael cruzou a linha entre a sexta e a sétima posição em todas as regatas. A próxima etapa, em 5 e 6 de setembro, leva o circuito pela primeira vez ao Porto de Valência.

Mubadala Brazil fecha o GP da Alemanha em 13º e vira a chave para a estreia do SailGP em Valência
Foto: Fotos: divulgação SailGP

O Mubadala Brazil SailGP Team encerrou no domingo, 23 de agosto, a participação no Rockwool Germany Sail Grand Prix, disputado em Sassnitz, na ilha alemã de Rügen. O time brasileiro terminou a etapa na 13ª colocação, e já desembarca na Espanha para o Spain Sail Grand Prix, nona parada do circuito, marcada para 5 e 6 de setembro no Porto de Valência.

A frota dividida muda a conta

O evento alemão trouxe uma variável que altera bastante a leitura das regatas. Com 13 catamarãs F50 em raia, a organização dividiu a frota em dois grupos na fase classificatória, formato que reduz o número de barcos simultâneos na água e obriga cada tripulação a calibrar risco e posicionamento de outra forma.

O Brasil caiu no Grupo A, ao lado da australiana BONDS Flying Roos, que viria a vencer a etapa, da canadense NorthStar e da espanhola Los Gallos, exatamente as três equipes que fecharam o pódio em Sassnitz.

O desempenho brasileiro foi regular, e regular no sentido literal: em cinco regatas, cinco chegadas entre o sexto e o sétimo lugar do grupo. No primeiro dia, um sexto e dois sétimos. No segundo, disputado sob chuva forte e vento instável no Báltico, mais um sexto e um sétimo.

RegataPosição no Grupo A
Race 1A
Race 2A
Race 3A
Race 4A
Race 5A
Frota em ação no mar Báltico, com o F50 brasileiro à frente. Foto: divulgação SailGP
Frota em ação no mar Báltico, com o F50 brasileiro à frente. Foto: divulgação SailGP

Dado como matéria-prima

A comissão técnica brasileira tratou a etapa como coleta. Cada regata do F50 gera um volume grande de telemetria, e é sobre esse material que se ajusta a operação do barco entre um evento e outro, com a temporada correndo sem intervalos.

"A divisão por grupos exige uma leitura tática muito dinâmica da raia. Não alcançamos o resultado que buscávamos na classificação, mas encaramos cada regata com a seriedade de quem está em processo contínuo de evolução técnica. O SailGP é uma liga de margens mínimas e o nosso trabalho agora é processar essas informações e traduzir o aprendizado em mais velocidade e precisão para a etapa de Valência", afirmou Martine Grael.

A observação sobre margens mínimas descreve bem a natureza da competição. No SailGP, a diferença entre o quarto e o oitavo lugar de uma regata costuma se resolver em segundos, e frequentemente em uma única manobra mal resolvida na primeira perna.

A australiana BONDS Flying Roos cruza a linha de chegada em Sassnitz, onde venceu a etapa. Foto: divulgação SailGP
A australiana BONDS Flying Roos cruza a linha de chegada em Sassnitz, onde venceu a etapa. Foto: divulgação SailGP

O pódio alemão

PosiçãoEquipe
BONDS Flying Roos, Austrália
NorthStar SailGP Team, Canadá
Los Gallos, Espanha

A vitória australiana reforça a liderança da equipe na temporada. Os espanhóis do Los Gallos, que chegaram à Alemanha vindos de duas vitórias seguidas, em Halifax e Portsmouth, seguem na perseguição ao topo da tabela. O Brasil chegou a Sassnitz na 13ª posição do campeonato, com 8 pontos.

Valência é território novo para todo mundo

A próxima etapa tem um componente que interessa mesmo a quem não acompanha a classificação: será a primeira vez que o SailGP corre no Porto de Valência.

Isso significa que nenhuma equipe chega com banco de dados sobre a raia, situação rara num circuito em que o histórico de cada local costuma pesar na estratégia. A cidade tem tradição na vela europeia, foi sede da America's Cup em 2007 e 2010, e o Mediterrâneo impõe um regime de vento distinto do que a frota encontrou no Báltico.

O time da casa, Los Gallos, chega com a vantagem de conhecer as condições locais. A equipe é liderada por Diego Botín e Florian Trittel, campeões olímpicos na classe 49er em Paris 2024.

A tripulação brasileira

O Mubadala Brazil SailGP Team é a primeira equipe brasileira a disputar a liga, e é comandado por Martine Grael, a primeira mulher a capitanear um time na competição.

A tripulação reúne os brasileiros Marco Grael, Mateus Isaac e Breno Kneipp como grinders, o dinamarquês Rasmus Køstner como flight controller, o italiano Pietro Sibello como wing trimmer e os britânicos Paul Goodison na estratégia, além de Marina Arndt e Richard Mason como reservas. Em terra, mais de 20 profissionais atuam em engenharia, performance, logística, comunicação e operações.

O projeto tem a Mubadala como patrocinadora máster, com Atvos, Oakberry, Mattos Filho e Enel Brasil como parceiras globais e a Ballena como fornecedora oficial.

Próxima etapa

Spain Sail Grand Prix, Valência
LocalPorto de Valência, Espanha
Datas5 e 6 de setembro de 2026
Etapanona do circuito da temporada 2026
Estreiaprimeira vez do SailGP na cidade

Por: Redação Mundo Mar

Foto: Fotos: divulgação SailGP

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