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Sea-Doo apresenta a linha 2027 com motor de 350 cv e uma série de 1.991 unidades assinada por Senna

Lançada em Orlando, a nova geração traz o Rotax 1630 ACE 350, o propulsor mais potente já produzido em série pela marca, um Spark X inédito de 110 cv e atualizações nos pontoons Switch. A edição limitada RXP-X Senna 350 chega com as cores do capacete do piloto.

Sea-Doo apresenta a linha 2027 com motor de 350 cv e uma série de 1.991 unidades assinada por Senna
Foto: Fotos: divulgação Sea-Doo

A Sea-Doo apresentou ao mercado mundial, na segunda-feira, 17 de agosto, durante o Club BRP em Orlando, nos Estados Unidos, a linha 2027 de motos aquáticas e pontoons. O anúncio reúne três frentes: um novo motor de topo, uma família Spark reformulada e uma edição limitada dedicada a Ayrton Senna, resultado de acordo firmado pela BRP com a Senna Brand.

O motor mais potente já feito pela marca

O centro técnico do lançamento é o Rotax 1630 ACE 350, apresentado pela fabricante como o propulsor de série mais potente já instalado em uma moto aquática saída de fábrica.

Trata-se da evolução do conhecido três cilindros de 1.630 cm³ com compressor e intercooler externo, que até aqui entregava 325 cv. O ganho de 25 cv veio de um conjunto de intervenções: o limitador de giro subiu de 8.250 para 8.500 rpm e o rotor do compressor passou de 72,5 mm para 75,5 mm, o que aumenta a vazão de ar e a pressão de sobrealimentação.

A fabricante mexeu também no que fica embaixo da linha d'água. A grade de captação e a carcaça da turbina de propulsão foram redesenhadas para acelerar o enchimento e reduzir cavitação na largada, e a chapa de fundo, o ride plate, ganhou novo perfil para levantar a proa mais cedo. O efeito combinado aparece no dado que a marca usa como referência: o tempo de 0 a 60 milhas por hora, cerca de 96 km/h, caiu de 3,4 para 3,1 segundos.

O motor equipa quatro modelos da linha 2027: GTX Limited 350, RXT-X 350, RXP-X 350 e a série especial RXP-X Senna 350. Nos Estados Unidos, os preços de tabela partem de 23.599 dólares para o RXT-X, 23.699 para o RXP-X e 23.849 para o GTX Limited, sem frete e preparação.

Detalhe da placa comemorativa, com o ano de 1991 e uma das frases do piloto gravadas na tampa do porta-objetos. Foto: divulgação Sea-Doo
Detalhe da placa comemorativa, com o ano de 1991 e uma das frases do piloto gravadas na tampa do porta-objetos. Foto: divulgação Sea-Doo

A série Senna e o número 1.991

A edição especial será produzida em 1.991 unidades, número escolhido em referência ao ano do terceiro e último título mundial de Ayrton Senna na Fórmula 1. Cada exemplar recebe uma placa numerada indicando a posição dentro da série.

A pintura reproduz as cores do capacete original do piloto, combinação de amarelo e verde que a fabricante batizou internamente de Racing Yellow e Amazon Green. Os anos 1988, 1990 e 1991, os três títulos mundiais, aparecem gravados em pontos diferentes da moto, ao lado da assinatura de Senna e de frases atribuídas a ele, entre elas "Born to win" e "Seek your truth".

O equipamento acompanha o tratamento de série especial. O modelo sai com sistema de som integrado de 2 x 80 W, o mais potente do catálogo, e extensão de banco traseiro, que transforma a moto de assento único em biposto. A configuração mecânica é a do RXP-X 350, com ergonomia de pilotagem esportiva e o amortecedor hidráulico de direção de três posições.

A fabricante ainda não detalhou a divisão da série por país nem informou preço para o mercado brasileiro.

As cores da série especial reproduzem o capacete que Senna usou durante toda a carreira. Foto: divulgação Sea-Doo
As cores da série especial reproduzem o capacete que Senna usou durante toda a carreira. Foto: divulgação Sea-Doo

Senna e a água, uma relação antiga

A escolha do piloto para dar nome à moto aquática mais potente da marca tem lastro. Senna foi, ao longo de toda a carreira, um praticante e um encomendante de barcos, e não apenas um proprietário.

A primeira embarcação, batizada Pole Position, saiu do estaleiro carioca Cobra em 1986. Era uma lancha do modelo Canguru, na qual o piloto pediu reforço estrutural no casco e um motor de 225 cv, potência bem acima do que o barco exigia, escolhida para permitir a prática de esportes de reboque com sobra. Ele manteve a lancha por oito anos, usando principalmente em Angra dos Reis e em Ilhabela.

Em 1991 chegou a Joana II, uma Intermarine Panther 33 dos anos 1970, que veio junto com a compra da casa em Angra e passou a ser a embarcação de uso corrente. Há aí uma coincidência que a história do automobilismo raramente registra: o casco do Panther 33 nasceu de um projeto inglês assinado por Colin Chapman, fundador da Lotus, a mesma equipe pela qual Senna correu na Fórmula 1 entre 1985 e 1987. Chapman havia comprado a fabricante de barcos Moonraker no início dos anos 1970 e levou para a náutica boa parte do repertório técnico que aplicava aos carros.

O terceiro barco é o mais conhecido pela data. Projetada a partir de 1992 com participação direta do piloto, que discutia detalhes por telefone com a irmã Viviane durante a temporada, a A.S. Atalanta, de 41,7 pés e dois motores Caterpillar 3208 de 435 cv, foi construída pelo estaleiro Fast e atracou no píer da casa dele em Angra dos Reis na manhã de 30 de abril de 1994. No dia seguinte, Senna morreria em Ímola. Ele nunca chegou a navegar no barco que ajudou a desenhar.

Spark X, o novo motor de entrada

Fora do topo da linha, a mudança mais relevante de 2027 está na família Spark, o segmento de entrada da marca.

O Spark X estreia o Rotax 1000 ACE de 110 cv e é 15% mais veloz que o Spark atual. Foto: divulgação Sea-Doo
O Spark X estreia o Rotax 1000 ACE de 110 cv e é 15% mais veloz que o Spark atual. Foto: divulgação Sea-Doo

Ela recebe o Rotax 1000 ACE, evolução da plataforma 900 ACE, oferecido em três potências: 60, 90 e 110 cv. A configuração de 110 cv estreia no modelo inédito Spark X e na versão Spark X Trixx, voltada a manobras. Segundo a fabricante, a velocidade máxima do Spark X é 15% superior à do Spark atual.

O Spark X traz de série o regulador de velocidade, o degrau de embarque e o iDF, sistema de limpeza da turbina que permite ao piloto expulsar detritos aspirados sem sair da água, recurso que até então era reservado às linhas superiores.

Switch completa cinco anos com ajustes

A linha de pontoons Switch, lançada em 2021, chega ao quinto ano com uma série de correções de uso mais do que de conceito.

O Switch Sport 2027 ganha portas nas quinas traseiras, que facilitam o acesso à plataforma. Foto: divulgação Sea-Doo
O Switch Sport 2027 ganha portas nas quinas traseiras, que facilitam o acesso à plataforma. Foto: divulgação Sea-Doo

As versões Switch Sport ganham portas nas quinas traseiras, que melhoram o acesso à plataforma. Os modelos de 230 cv passam a ter tanque de combustível de 176 litros, e toda a linha recebe bomba de porão automática atualizada. A Switch Cruise com pacote Tech e a Limited 18' passam a oferecer capota dupla como opção de fábrica.

A tela sensível ao toque de 10,25 polegadas também se espalha: além de chegar aos modelos GTX e GTR-X das motos aquáticas, passa a ser oferecida em todas as versões Switch com motores de 230 e 300 cv.

O que muda na linha 2027

Motor de topoRotax 1630 ACE 350, 350 cv
Modelos com 350 cvGTX Limited, RXT-X, RXP-X e RXP-X Senna
Ganho de aceleração0 a 96 km/h em 3,1 s, contra 3,4 s
Série Senna1.991 unidades numeradas, cores do capacete, som 2 x 80 W
Novo motor de entradaRotax 1000 ACE, em 60, 90 e 110 cv
Modelo inéditoSpark X, 110 cv, 15% mais veloz que o Spark
Pontoons Switchportas traseiras no Sport, tanque de 176 L, capota dupla
Multimídiatela de 10,25" chega ao GTX, GTR-X e Switch de 230 e 300 cv

Por: Redação Mundo Mar

Foto: Fotos: divulgação Sea-Doo

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