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Itajaí assume a liderança nacional na exportação de barcos e confirma a força da náutica catarinense

Com US$ 4,3 milhões em embarcações de esporte e lazer enviadas ao exterior entre janeiro e abril, a cidade catarinense se torna o principal polo exportador do país e traduz, em números, a Economia do Mar.

Itajaí assume a liderança nacional na exportação de barcos e confirma a força da náutica catarinense
Foto: Mundo Mar / ACATMAR

Quando falamos que a náutica é economia, e não apenas lazer, os números costumam contar a história melhor do que qualquer discurso. E os dados mais recentes das exportações brasileiras trazem um protagonista claro: Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina, assumiu a liderança nacional na exportação de barcos de esporte e lazer.

Entre janeiro e abril de 2026, a cidade movimentou US$ 4,3 milhões em lanchas, iates e embarcações de recreio enviados ao exterior, segundo dados oficiais do Comex Stat, plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O desempenho superou o de 2025, quando Itajaí havia ficado em segundo lugar no ranking nacional do setor, atrás da também catarinense Palhoça.

Santa Catarina, a capital brasileira do barco

O resultado de Itajaí não é um ponto fora da curva: é a face visível de um ecossistema. Segundo a ACATMAR (Associação Náutica Brasileira), que representa toda a cadeia produtiva do setor, Santa Catarina responde por cerca de 70% da produção nacional de embarcações de esporte e lazer e por impressionantes 90% das exportações do segmento.

Isso significa que a cada dez barcos brasileiros que cruzam a fronteira rumo a outros mercados, praticamente nove saíram de estaleiros catarinenses. É uma concentração industrial que envolve engenharia naval, laminação, marcenaria, motorização, eletrônica, acabamento, logística portuária e milhares de profissionais especializados.

Exportar barco é exportar conhecimento

Cada embarcação que embarca para o exterior carrega muito mais do que fibra de vidro e motor. Leva design, tecnologia, mão de obra qualificada e décadas de aprendizado acumulado. É por isso que a liderança de Itajaí importa para além da estatística: ela sinaliza que o Brasil tem um produto náutico competitivo, reconhecido lá fora e capaz de gerar divisas.

E o impacto se espalha por toda a cadeia. A força exportadora movimenta fornecedores, portos, transportadoras, seguradoras, marinas e serviços especializados, além de sustentar empregos formais e qualificados na região. É a Economia do Mar funcionando na prática, conectando indústria, comércio, serviços e comércio internacional.

Um bom momento que encontra vitrine

O protagonismo exportador chega em um momento simbólico. A mesma Itajaí que lidera as vendas ao exterior sediou, em julho, o Marina Itajaí Boat Show, um dos maiores eventos náuticos da América Latina, reunindo os principais estaleiros do país e reforçando a cidade como polo náutico nacional.

Liderança na exportação e protagonismo em eventos não são coincidência: são dois lados da mesma moeda. Onde há indústria forte, fornecedores, marinas, porto e profissionais qualificados, o mercado floresce. E Santa Catarina vem provando, ano após ano, que transformou sua vocação litorânea em desenvolvimento econômico concreto.

Com informações do Comex Stat / Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da ACATMAR (Associação Náutica Brasileira).

Por: Redação Mundo Mar

Foto: Mundo Mar / ACATMAR

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