Nem mesmo um início marcado por problemas técnicos foi capaz de impedir o Phytoervas 4z de subir ao pódio da 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval. Após uma semana de recuperação, a equipe comandada por Marcelo Bellotti e Fábio Bruggioni conquistou o vice-campeonato da classe Super 40, reafirmando a competitividade de um dos projetos mais tradicionais da vela brasileira.
A campanha começou de forma desafiadora. Logo na primeira regata, um rasgo na vela-mestra comprometeu o desempenho da embarcação e obrigou a tripulação a remar contra a maré durante toda a competição. Ainda assim, a equipe conseguiu reagir, conquistando vitórias importantes nas regatas decisivas e encerrando a Semana Internacional de Vela de Ilhabela atrás apenas do Onda, de Eduardo Souza Ramos.
"A gente fez o impossível. Começamos lá no balde e fomos para as cabeças. Tudo parecia muito difícil no início da semana: tivemos um rasgo na vela-mestra, que atrapalhou bastante. Não fosse isso, a gente poderia até sonhar mais", afirmou Marcelo Bellotti.
O comandante destacou que a confiança no trabalho da equipe foi determinante para a recuperação.
"A gente sabia que tinha potencial. O barco era bom, tínhamos qualidade técnica. O segredo foi sempre acreditar na virada. Não deixamos que o momento inicial ruim nos contaminasse."
O resultado reforça a consistência do projeto Phytoervas, que voltou a disputar as primeiras posições da principal competição de vela oceânica do país e terminou à frente de equipes tradicionais, como o King II, que reúne em sua tripulação o bicampeão olímpico Robert Scheidt e André Fonseca "Bochecha", velejador com três participações em Jogos Olímpicos.
A campanha também evidenciou o trabalho de renovação da equipe. Entre os 12 tripulantes estiveram os jovens Douglas Said, de 20 anos, e Luca Bruggioni, de 19, representantes do Brasil no recente Campeonato Mundial Júnior da classe Snipe, reforçando a integração entre atletas experientes e a nova geração da vela nacional.
O vice-campeonato amplia a trajetória de um dos projetos mais longevos da vela brasileira. Com oito embarcações distribuídas entre as classes ORC, Star e Snipe, o Phytoervas mantém presença constante nas principais competições nacionais e internacionais. Nos últimos anos, a equipe conquistou o tricampeonato da classe Soto40, o vice-campeonato geral da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, além dos títulos da tradicional Regata Santos-Rio e do Circuito Rio.
O projeto conta com o apoio de Phytoervas, Galápagos Capital, RAFF Infra e Chris Pitanguy Labs, empresas que investem no desenvolvimento da vela brasileira e na formação de equipes de alto rendimento.
Por: Redação Mundo Mar
Foto: FOTOP







