Entre os barcos que a Nautor Swan levou ao Cannes Yachting Festival 2026 está o Swan 58, um veleiro que traduz em números redondos a essência do estaleiro: velejar longe, com segurança e prazer. A marca o define em três palavras, "bluewater, fast and fun", ou seja, oceânico, rápido e divertido.
O 58 é um número inédito na história da Swan. Nunca houve um modelo exatamente desse tamanho, mas ele nasce da longa linhagem de cruzeiros oceânicos que consagraram o estaleiro ao longo de mais de cinco décadas. O projeto é do arquiteto naval argentino Germán Frers, o mesmo nome por trás de boa parte da identidade Swan.

Um oceânico sem abrir mão do prazer de velejar
A proposta do Swan 58 parte de uma constatação simples. Quem sonha em cruzar oceanos costuma escolher o barco por três prioridades, nesta ordem: segurança em primeiro lugar, conforto em segundo e autonomia em terceiro. E, quase sempre, isso vinha ao custo de perder performance e o prazer de velejar.
O estaleiro afirma que o 58 foi desenhado justamente para romper esse dilema: um veleiro oceânico de verdade, com todos os recursos para viver a bordo por longos períodos, mas sem abrir mão do desempenho e do prazer ao leme. É o que a Swan chama de seu novo conceito bluewater.
Um ponto reforça essa ideia: o barco foi pensado para ser conduzido por um casal, sem ajuda, o que é raro em um veleiro deste porte. Ao mesmo tempo, ele é um bom competidor sob as regras ORC e IRC, com um pacote opcional de regata para quem quiser apimentar.
Casco e plano vélico de nova geração
Com pouco menos de 18 metros de comprimento de casco (a boca é de 5,27 metros), o Swan 58 usa a mais recente geração de cascos oceânicos de Frers, inspirada nos veleiros modernos de regata de longo curso. O resultado, segundo o estaleiro, é um barco mais veloz, potente, equilibrado e estável.
São dois lemes, que reduzem o calado e aumentam o controle, e um centro de gravidade baixo, com tanques e sistemas concentrados no fundo do barco. Há ainda opções de quilha, incluindo uma versão telescópica retrátil, útil para entrar em águas rasas.
O plano vélico é de última geração, com o mastro bem à ré, mastro de carbono de três andares de crucetas e retranca de carbono já de série. O barco aceita até quatro estais à frente, para configurar gennaker, code 0, genoa e estai de capa, e traz um longo bauprés de série.

Um cockpit que se transforma
No convés, a Swan seguiu a evolução iniciada no Swan 48, com uma superestrutura alongada que virou assinatura da marca. O cockpit é o centro nervoso do barco e ganhou um desenho novo, extragrande.
A grande sacada está nas duas mesas que se conectam para formar uma única mesa de jantar para dez pessoas, ou que se convertem, separadamente, em espaços para tomar sol. O cockpit se ajusta a qualquer situação, de lounge protegido para o dia a dia a plataforma de regata. À popa, uma ampla plataforma de banho dá acesso à garagem de tender.
Interior flexível em carvalho europeu
Embaixo, o layout padrão tem a suíte do armador à proa e duas cabines de hóspedes à popa, somando três cabines e três banheiros, dois deles com box de chuveiro separado. Há a opção de uma quarta cabine no meio-navio, para hóspedes ou tripulação, e ainda uma cabine extra de proa.
O salão tem mais de cinco metros de comprimento, pé-direito acima de dois metros e três níveis de entrada de luz natural pelas grandes janelas do casco. A cozinha foi desenhada com layout de 360 graus, que dá apoio ao corpo quando o barco aderna, e o posto de navegação pode ser configurado de cinco formas diferentes, da tradicional mesa de cartas voltada para a proa a uma escrivaninha estilo escritório. O acabamento padrão é em carvalho europeu.

A construção segue o padrão Swan: sanduíche de fibra de vidro com reforços de carbono e núcleo de espuma, resina viniléster, infusão a vácuo e pós-cura, com três anteparas compostas estanques e chapas de amarração das enfrechaduras totalmente em carbono. Movido por um Yanmar de 150 cavalos, o Swan 58 confirma, em um novo tamanho, os mais de 50 anos de tradição do estaleiro em construir belos veleiros oceânicos.
Por: Redação Mundo Mar
Foto: Foto: Eva-Stina Kjellman / Nautor Swan







