A israelense Tamar Steinberg e o holandês Luuc van Opzeeland são os campeões mundiais de iQFOiL de 2026. Os títulos foram definidos neste sábado (12), em uma Medal Series rápida e decisiva no último dia de regatas em Weymouth e Portland, na Grã-Bretanha, palco tradicional da vela olímpica.
O iQFOiL é a classe de windsurfe usada nos Jogos Olímpicos, disputada sobre pranchas com hidrofólio que fazem o velejador literalmente voar sobre a água. Nos últimos dias, o Mundial reuniu 186 atletas de 41 países no Weymouth & Portland National Sailing Academy, que enfrentaram praticamente todo o repertório de condições da classe: de ventos fracos e instáveis a rajadas fortes de oeste e mar picado.

Como funciona a decisão
O campeonato termina com uma Medal Series entre os dez melhores de cada categoria, um formato eliminatório em que cada regata pode significar avanço ou eliminação. A disputa passa por quartas de final, semifinal e a Grand Final, e os líderes da fase de classificação entram na final com um match point de vantagem, precisando de dois para levar o título.
Sob céu cinzento, vento forte e as clássicas condições de Weymouth, a decisão começou pontualmente ao meio-dia, com as quartas de final abrindo o dia mais tenso da competição.
Steinberg dominou de ponta a ponta
Na categoria feminina, Steinberg precisou de apenas uma regata. A israelense controlou o campeonato desde o primeiro dia, quando abriu com quatro vitórias consecutivas, e chegou à Grand Final com um match point como vencedora da fase de classificação.
Na regata decisiva, a compatriota Sharon Kantor largou bem e liderava na primeira boia, mas Steinberg não desistiu, bombeou a vela ao limite e conseguiu a ultrapassagem para vencer a primeira regata da final, alcançar os dois match points necessários e se sagrar campeã mundial. Kantor ficou com a prata, e a australiana Stella Bilger completou o pódio com o bronze.

Van Opzeeland decide no detalhe entre os homens
A Medal Series masculina teve mais drama. A primeira tentativa de semifinal precisou ser recorrida por causa de um erro no procedimento de largada, o que adicionou mais um capítulo à briga pelas duas vagas na Grand Final. Na repetição, o francês Nicolas Goyard e o dinamarquês Johan Søe avançaram, enquanto Tom Reuveny (ISR), Kiran Badloe (NED) e o italiano Federico Alan Pilloni caíram na semifinal.
Eles se juntaram na final ao norte-americano Noah Lyons, vencedor da fase de classificação, e a Van Opzeeland, o vice, ambos entrando com um match point. Qualquer um dos dois poderia garantir o título com uma vitória na primeira regata, e foi o holandês quem aproveitou a chance: venceu a regata de abertura da Grand Final e, com ela, chegou aos dois match points e ao título mundial.
Lyons ficou com a prata, após uma semana impressionante em que liderou boa parte da classificação, e Søe conquistou o bronze na última perna, ultrapassando Goyard nos metros finais, para um fecho eletrizante do campeonato.

Uma dobradinha rara
Para os dois campeões, a vitória em Weymouth completa uma temporada de 2026 extraordinária. Steinberg e Van Opzeeland chegaram à Grã-Bretanha como atuais campeões europeus, títulos conquistados em Portimão, em Portugal, e deixam a Inglaterra também no topo do mundo, com a dobradinha europeu e mundial no mesmo ano.
Foram seis dias exigentes de competição, testando velocidade, capacidade tática, consistência e versatilidade nos formatos Upwind Sprint, Sprint Slalom e Course Racing antes das finais decisivas. E, depois de uma semana em que os dois haviam demonstrado repetidamente essas qualidades, foram Tamar Steinberg e Luuc van Opzeeland que entregaram mais uma vitória de regata na hora que mais importava.
Os pódios
Feminino: 1º Tamar Steinberg (ISR), 2ª Sharon Kantor (ISR), 3ª Stella Bilger (AUS).
Masculino: 1º Luuc van Opzeeland (NED), 2º Noah Lyons (EUA), 3º Johan Søe (DIN).
Por: Redação Mundo Mar
Foto: Foto: Sailing Energy / iQFOiL International Class







